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Agropecuária puxa avanço de 5,47% do PIB goiano em 2007

Conjuntura econômica foi favorável no período, com aumento do consumo e da oferta de crédito. Recuperação da agricultura teve efeitos positivos na indústria e nos serviços

Mariza Santana

A recuperação da agricultura, depois da crise ocorrida nos anos de 2005 e 2006, com efeitos positivos na indústria e na prestação de serviços, assim como o avanço da mineração e da intermediação financeira, contribuíram para que 2007 fosse um ano favorável para a economia goiana.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás naquele ano, que equivale a toda a riqueza produzida no Estado, teve crescimento real de 5,47%, atingindo, a preços de mercado, o valor de R$ 65,21 bilhões. Esse montante representou o acréscimo de R$ 8,153 bilhões na economia goiana, em comparação a 2006, quando o PIB havia atingindo R$ 57,057 bilhões.

Metodologia
Os dados consolidados do PIB de Goiás de 2007 foram divulgados ontem pela Secretaria do Planejamento (Seplan), responsável pelo cálculo. A metodologia adotada conta com a chancela do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e seu resultado pode ser comparado com os de outros Estados. A defasagem temporal é explicada pelo fato de ser uma estatística laboriosa e complexa que depende do fechamento de diversos indicadores econômicos, explicou a superintendente de Estatística, Pesquisa e Informação da Seplan, Lillian Prado.

Segundo o coordenador dos cursos de Economia e Contábeis da Faculdades Alfa, Júlio Paschoal, a conjuntura econômica foi favorável em 2007, tanto para Goiás quanto para o Brasil, devido ao aumento do consumo, da oferta de crédito e das exportações, fatores que levaram as empresas a investir mais. “O resultado daquele ano teve efeitos positivos em 2008 e até em 2009, contribuindo para diminuir os efeitos da crise financeira mundial”, analisou.

O governador Alcides Rodrigues afirmou que o resultado do PIB goiano de 2007 é “bastante expressivo”. “Isso nos deixa felizes porque Goiás está crescendo, por vários fatores. O primeiro deles é a própria localização do Estado, a excelência em suas terras, os empreendimentos que estão vindo de todas as partes do Brasil e até do exterior”, disse o governador.

Goiás manteve a nona posição no ranking nacional de geração de riqueza, atrás do Distrito Federal e à frente de Pernambuco. E ainda ampliou sua participação no PIB nacional de 2,41%, em 2006, para 2,45% no ano seguinte. Em termos de taxa de crescimento, foi o melhor índice desde 1996, já na série recalculada com a nova metodologia, destacou o secretário.

De acordo com Lillian Prado, da Seplan, o bom resultado do PIB de Goiás em 2007 foi influenciado pelos três grandes setores econômicos. Mas foi a agropecuária que apresentou a maior taxa: 6,68%. Em 2006 o setor havia registrado queda de 3,58%. A atividade primária teve participação de 11,01% na formação do PIB de 2007, contra 10,27% no ano anterior.

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