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Imprensa
Mosca do estábulo causa prejuízo aos criadores de MS
Na semana passada, o Globo Rural mostrou o ataque da mosca do estábulo em propriedades do norte de São Paulo. No domingo, o programa foi a Angélica, em Mato Grosso do Sul, onde os criadores também enfrentam o problema. E a situação está se agravando. Em outros municípios do sul do Estado, a proliferação do inseto também causa prejuízo.
Gado agrupado e inquieto. É assim que fica o rebanho na propriedade na divisa entre Dourados e Ponta Porá desde quando a mosca do estábulo começou a aparecer, no início do mês. A fazenda está localizada entre duas usinas de processamento de cana. Até agora, cinco bezerros morreram e os outros animais já dão sinais de emagrecimento.
“Não estão mamando. Os bezerros estão sentindo bastante. É prejuízo na certa”, lamentou o criador Rodrigo Lageano.
Nas propriedades que sofrem com o ataque das moscas; na medida em que os rebanhos se deslocam, os animais mais fracos, principalmente os bezerros, acabam ficando para trás. O animal não consegue nem levantar. Quando os bezerros conseguem acompanhar o rebanho, muitas vezes acabam sendo pisoteados e tem as patas quebradas, consequência que o pecuarista atribui à mosca do estábulo.
Um dos animais tenta espantar a mosca com o rabo. Quando acerta o inseto, a pele fica manchada pelo sangue. O problema não afeta apenas o gado, criado em regime extensivo. A vaca de leite antes produzia três litros por dia. Hoje, não da nem um litro. Os cavalos usados pelos peões também estão tomados pela mosca. São dezenas que se aglomeram nas patas e na barriga.
Uma reunião em Campo Grande entre criadores e pesquisadores deve definir estratégias para combater a proliferação da mosca do estábulo. A Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul informou que enviará técnicos para verificar as propriedades onde foram registrados os focos.
Globo Rural
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